terça-feira, agosto 14, 2007

NAVIO NIASSA

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Tipo ... Navio misto de 1 hélice
Construtor ... Société Anonyme Cockerill-Ougrée
Local construção ... Hoboken - Bélgica
Ano de construção ... 1955
Ano de abate ... 1979
Registo ... Capitania do porto de Lisboa, em 31 de Agosto de 1955, com o número H 435
Sinal de código ... C S A W
Comprimento fora a fora ... 151,27 m
Boca máxima ... 19,44 m
Calado à proa ... 8,37 m
Calado à popa ... 8,37 m
Arqueação bruta ... 10.742,32 Toneladas
Arqueação Líquida ... 6.256,62 Toneladas
Capacidade ... 13.249 m3
Porte bruto ... 9.706 Toneladas
Aparelho propulsor ... Um motor diesel, de 6 cilindros, modelo Doxford de embolos opostos, construido em 1955 pelo Stabilimento Meccanico Ansaldo S. A. em Sampierdarena, Génova.
Potência ... 6.800 cavalos
Velocidade máxima ... 18,4 nós
Velocidade normal ... 16,2 nós
Passageiros ... Alojamentos para 22 em primeira classe, 300 em classe turistica, no total de 322 passageiros.
Tripulantes ... 132
Armador ... Companhia Nacional de Navegação - Lisboa

Photo and Copyright Carlos Russo Belo
http://navios.no.sapo.pt/niassa.html

21 comentários:

Anónimo disse...

Disseram-me que os pais foram para África no Niassa, mas nos anos 40. Como é possível a construção ser de 52?
Lígia Morais

Luis Villas disse...

Olá Ligia Morais,
Primeiro quero agradecer-lhe a visita ao Finisterra.
Quanto ao ano de construção do Navio Niassa, nos elementos que consultei relativamente a este navio, indicavam o ano que consta nas caracteristicas neste post.
Vamos ver se alguém que passe por aqui, consegue tirar esta dúvida...
De resto, ainda vou tentar esclarecer esta dúvida, já agora também tenho curiosidade.
Darei novas quando as tiver...
Obrigado

Luis Villas disse...

Olá Ligia,
Relativamente ao tema anterior consultei um site do Museu da Marinha, onde tambem descreve algumas caracteristicas do Navio Niassa, e onde menciona o ano de construção como 1955.
O site é o seguinte http://museu.marinha.pt/Museu/Site/PT/Exposicoes/ExposicaoPermanente/SaladaMarinhaMercante.htm.
OBRIGADO

Lígia disse...

Luis,
Estou a ver que me deram informações confusas sobre este assunto. A verdade é que as m fontes actuais têm cerca de 80 anos e ás vezes... enfim... baralham-se, talvez um pouco.
Tinha-lhe enviado um mail, Luís, mas penso que deve ter pensado que era junk mail, pq, afinal, reparei que não aparece com o meu nome.
Muito obrigada.

Luis Villas disse...

Olá Ligia,
Na realidade deve haver alguma confusão...
Acontece a todos.
Obrigado!

Fernando Machado disse...

Boas,

Quanto ao Niassa eu viajei nesse navio e um dos pormenores interessante é que a minha irmã nasceu nesse navio.Ou seja o Niassa faz parte da familia.:)

Eu em tempos tentei arranjar os planos do Niassa de maneira a construir uma miniatura.

Fui ao museu da marinha em busca de informações,mas não consegui nada.

Agora em resposta á Ligia,ao consultar ao arquivos do museu e por simpatia da funcionária,descobri que existiu um outro navio Niassa,cujo a construção se não me falha a memória foi em 1915.
Na década de 40 ainda deveria estar no activo.

Fernando Machado disse...

Ora bem isto da internet é uma maravilha,uns minutos a pesquisar e já tenho um imagem de 1933 do Nyassa,na altura usavam o "y" o barco foi usado no transporte dos refugiados judeus.Aqui fica o link de um site em alemão,os quais agradecem a Portugal a ajuda prestada.

http://fhh1.hamburg.de/fhh/internetausstellungen/sefarden/24-38/37.htm

Luis Villas disse...

Fernando Machado,
Os meus agradecimentos pela informação prestada acerca deste Navio Niassa e de um Outro Nyassa, assim a Ligia certamente ficará de certo modo esclarecida, e eu também.
Vou "tentar" averiguar o que existe por aí acerca do Navio Nyassa, e depois publicarei algo, mais que não seja uma foto.
Uma vez mais Agradecido.

Lígia Morais disse...

Agradeço aos dois a atenção ao meu reparo sobre o Niassa já navegar nos anos quarenta.
Assim fica tudo esclarecido e, afinal, a tia de 80 anos sempre teria razão. Ver se arranjo, através do site que o Fernando Machado referiu, mais algumas informações cá para o espólio desta rapariga cinquentona! eheheheheh

jmrossell disse...

Me gustaria comentar que hibo un barco NYASSA de fabricacion inglesa que fue bombardeado y hundido en 191o +/- por un submarino aleman. Posteriormente otro barco llamado NYASSA que transporto refugiados españoles a Mexico en los años 1936 - 1940 y posiblemente otro, el que Vds, citan fabricado en 1955. Saludos y espero que sea de ayuda.

Josep Maria

Anónimo disse...

O navio "Nyassa"

Nº Oficial.: 488-E > Iic.: C.S.B.J. > Registo : Lisboa
Construtor : J.C. Tecklenborg, Geestmunde, Alemanha, 09.1906
ex “Bulow”, Norddeutcher Lloyd, Bremen, Alemanha, 1906-1916
ex “Trás-os-Montes”, Transp. Marít. do Estado, Lisboa, 1916-1925
Tonelagens : Tab 8.980,06 to > Tal 5.309,29 to > Porte 9.130 to
Cpmts.: Ff 145,75 mt >Pp 140,94 mt > Bc 17,66 mt > Ptl 8,20 mt
Máquina : J.C. Tecklenborg, 1906 > 2:Qe > 6.000 Ihp > 15 m/h
Vendido para demolição em Blyth, Inglaterra, a 07.11.1951

António disse...

Em Setembro de 1969 embarquei no Navio Niassa, no Porto de Nacala, depois de 28 meses de serviço militar no Aeródromo Base nº 5. Para os meus camaradas de missão e de viagem
Um abraço do
António Carvalho
Amanuense

António disse...

Aos meus Camaradas de missão em Nacala, no Aeródromo Base nº5 entre 1967 e 1969 se passarem por este blog FINISTERRA recebam um abraço do amigo de sempre António Carvalho 1º Cabo Amanuense na Secretaria da unidade, onde colaborou com o 2º Sargento João Folgado Pinto; António Gomes Marques, 1º Cabo Amanuense; João Ferreira Lemos, 1º Cabo Amanuense e Vasco Jaime, Soldado/SG. Os chefes da secretaria, já não me lembro dos seus nomes. Sei que o primeiro era capitão e o segundo era Major. Os Comandantes foram - o primeiro: Tenente Coronel Piloto Aviador, Joaquim José Correia, já falecido. Tomei conhecimento do seu falecimento através do jornal correio da manhã. O segundo Comante da Unidade que conheci foi o Comandante Interino, Fernando Luís Pinheiro de Moura Carvalho, Major Piloto Aviador. Também não esqueço o amigo José Pereira, açoriano, da Ilha de S.Miguel. Em Setembro de 1969, no Porto de Nacala, embarquei no navio Niassa, de regresso á então metrópole.

Nota: Os nomes destes amigos foram retirados da Ordem de Serviço de 11 de Março de 1968 que tenho em meu poder.

António Carvalho
Ex-1ºCabo Amanuense

António disse...

Permitam-me que divulgue neste espaço o Blog "O CASTENDO" do António Vilarigues. O seu pai Sérgio Vilarigues e sua mãe Maria Alda Nogueira passaram pelas prisões fascistas na ditadura de Salazar e Caetano.
Saudações
António Carvalho

Anónimo disse...

O N/M Niassa, foi o meu primeiro navio, da vida do mar. Embarquei em Agosto 1975. Confirmo que existiu outro antes com o mesmo nome. Os dados no site desponibilizados estão correctos. Este navio estará para sempre ligado à historia contemporanea de Portugal e Angola. Saímos a 11 de novembro de Luanda com o alto comissario de Portugal e chegamos a LX a 23 de Novembro, com uma companhia de paraquedistas a bordo, que dois dias depois foi o suporte militar do 25 de Novembro. Por isso digo que esta viagem não pode passar ao lado da história.

Anónimo disse...

Boa tarde
Será que alguem me pode informar onde me posso dirigir para verificar a lista de passageiros do Navio Niassa ente 1954 e 1955 pra Angola?
Ando a pesquisar o percurso do meu pai e sei que fui nesse navio para angola em finais de 1954 ou 1955.
Ob. pela atençºao

Benildo Lopes disse...

Faz hoje 43 anos que o Batalhão de Caçadores 2863, embarcou em Alcantara no Niassa, rumo a Moçambique, 4 de Janeiro de 1969.
Piada nas caracteristicas do navio(barcoavista.blogspot.com) diz que é misto levava 22 passageiros em 1ªe 300 em 2ª mais 134 tripulantes
Em Janeiro de 69 levou dois Batalhões e não sei quantas mais companhias individuais. Recorde Guiness?

Anónimo disse...

SAUDADES!!!!!!!
Embarquei, minha última viagem, no navio NIASSA em Janeiro de 75...
(que nostalgia ao olhar o navio tudo me veio a memoria o afastar do barco da terra enfim...de uma ilha maravilhosa ou seja S. Tomé e Princípe)
LUXA OLIVEIRA

António Rodrigues disse...

Em Setembro de 1973, viajei para a Guiné neste navio NIASSA. Embarcamos nessa viagem dois Batalhões mais uma Companhia Independente, ( mais de mil homens ) se a sua lotação era de 322 lugares, imaginem em que condições degradantes viajava-mos a grande maioria dos soldados.

Anónimo disse...

Meus Caros

Boa tarde.
Ouvi falar no navio Nyassa, conhecido como o "Velho Nyassa", e lembrei-me de perguntar se alguém tem conhecimento de familiares que tenham viajado naquele navio para Moçambique, na viagem com início em Lisboa a 06-11-1946 e chegada a Lourenço Marques a 07-12-1946.

Com os meus cumprimentos

ALBERTO HELDER disse...

Falar do "Niassa" causa-me frustração, desalento e sacrifício escusado.
Estive a cumprir serviço militar obrigatório em São Tomé e Príncipe, de 1964 a 1966.
Quando terminei a minha comissão, como individual, nas mais belas ilhas africanas colocaram-me no dito navio que rumou a Angola (Luanda), em condições exageradamente abaixo do minimamente aceitável
Lá carregou melaço bem no fundo dos porões.
De regresso vinha o barco super lotado, com militares que também terminaram a missão e, lá está de 322 passageiros, penso que deva ter atingido os dois milhares (no mínimo, claro).
Nos porões era impossível descansar ou dormir, pois o cheiro do suor, do melaço, da gordura e do calor afastava qualquer um.
A comida era distribuída por 10, um levava o alguidar com o pão e a fruta, outro era a sopa e o conduto, outro era pratos e talheres.
Juntávamo-nos os dez no chão do convés e aí comíamos sempre à espera que um qualquer camarada de armas ao sentir-se mal disposto um pouco mais à frente bolçasse e levávamos com a mistela em qualquer parte do corpo.
Este acto era coincidente quando eram atirados ao mar os restos de comida...
Também os macacos, mascotes de militares, se encarregavam de lançar os seus dejectos em todas as direcções e a qualquer momento.
O barco era lavado à mangueirada e com água salgada, logo após as refeições.
Os soldados não tinham direito a tomar banho com água doce, a salgada só fazia espuma com um produto que era disponibilizado.
Quase a chegarmos a Lisboa fomos surpreendidos com comida estragada e lá veio uma diarreia geral...
As casas de banho não davam vazão, apesar de na proa do barco existirem sanitários extras (salvo erro 4/5 de cada lado), mas mesmo assim o espectáculo era dantesco e o cheiro nem se fala...
Quando desembarquei estava amarelo e bastante deprimido que nem os meus mais próximos me reconheceram...
Outra situação que prejudicou o pessoal ansioso de desembarcar foi a chegada do navio à noite e ficou fundeado defronte ao cais, com centenas de familiares a acenarem.
Alguns já queriam lançar à água para alcançarem a margem.
Já não podiam mais...
Só ao clarear do dia seguinte e que encostou e então lá nos libertamos daquela que foi um viagem incrível, desastrosa e mirabolante.
Como foi possível ser-se tratado de forma brutal e desumana, depois de dois anos ao serviço da Pátria!