segunda-feira, julho 11, 2005

FAROL DE S JULIÃO








Perto da Foz do Rio Tejo existiu em tempos uma pequena ermida chamada de S. Gião, da qual deriva a designação da actual fortaleza, cuja construção, ao que parece, se iniciou em 1556, nos finais do reinado de D. João III.

Substancialmente aumentada de 1560 a 1568, parece ter sido demolida, poucos anos depois, para dar lugar a outra de maiores dimensões.

Este forte inclui-se entre os que Francisco de Holanda aconselhou D. Sebastião a fortificar, para defesa na Barra do Tejo, recomendando a sua remodelação e referindo, aliás,

««…que tanto tem custado sem estar acabado»»


É, porém, do sistema instalado em 1775, na sequência do alvará Pombalino, que se dispõe de elementos seguros: tratava-se de um aparelho de candeeiros de Argand com reflector, de reduzida eficiência. Tanto assim era que o farol seria sucessivamente modernizado.

O primeiro corpo da torre deste farol, contando de baixo, encerra uma casa de abóbada com porta para sul, de grades de ferro, que não pertence ao serviço do farol, mas sim ao governo da praça. Serviu aquela casa de prisão ao desditoso general Gomes Freire, e foi dali que ele marchou ao patíbulo.

Actualmente ainda serve de prisão a réus de graves delitos.

O segundo corpo da torre é aplicado ao serviço da igreja, e ali existem os sinos da freguesia de S. Julião que lhe fica fronteira.

O terceiro corpo, que pertence ao farol, tem uma porta na escada, que o torna separado do segundo, tendo-se aproveitado ultimamente um vão ao lado desta, que tinha uma divisão de madeira, para servir de oficina a este farol.

Em 1933, e por virtude da resolução da conferência de balizagem realizada em Lisboa, que bania as luzes fixas das balizagens marginando cidades ou povoações importantes, a luz do farol, que era fixa, branca, passou a ser de ocultações, de cor vermelha. Esta transformação importou em 16.500 francos franceses.

Para o efeito procedeu-se à sua electrificação, ligando-o à rede de distribuição pública de energia.

Foi automatizado em 1980, possuindo grupos electrogéneos de arranque automático em caso de falha de energia. Todas as funções vitais dispõem de equipamentos alternativos, dispensando a presença de faroleiros. Telecontrolado a partir de Paço de Arcos, o farol matem a óptica instalada em 1865, com uma lâmpada de halogéneos metálicos de 1.000 Watts, que lhe confere um alcance luminoso de 14 milhas.

É de ocultações de cor vermelha, com um período de 5 segundos.



Onde a Terra Acaba
História dos faróis Portugueses

1 comentário:

Roberto Iza Valdes disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.