quinta-feira, setembro 16, 2010

JARDIM DA TARDE

Photobucket

Cos panos e cos braços acenavam
Às gentes Lusitanas, que esperassem;
Mas já as proas ligeiras se inclinavam,
Pera que junto às Ilhas amainassem.
A gente e marinheiros trabalhavam
Como se aqui os trabalhos s' acabassem:
Tomam velas, amaina-se a verga alta,
Da âncora o mar ferido em cima salta.


Photo & Copyright Chandru
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 48

quarta-feira, setembro 15, 2010

PRAIA DO DESCANSO

Photobucket

De panos de algodão vinham vestidos,
De várias cores, brancos e listrados;
Uns trazem derredor de si cingidos,
Outros em modo airoso sobraçados;
Das cintas pêra cima vêm despidos;
Por armas têm adagas e tarçados;
Com toucas na cabeça; e, navegando,
Anafis sonorosos vão tocando.

Photo & Copyright Chris
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 47

terça-feira, setembro 14, 2010

AMARELO DA TARDE

Photobucket

As embarcações eram na maneira
Mui veloces, estreitas e compridas;
As velas com que vêm eram de esteira,
Dũas folhas de palma, bem tecidas;
A gente da cor era verdadeira
Que Fáëton, nas terras acendidas,
Ao mundo deu, de ousado e não prudente
(O Pado o sabe e Lampetusa o sente).

Photo & Copyright Brian
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 46

segunda-feira, setembro 13, 2010

PRAIA DO PARAISO AZUL

Photobucket

Eis aparecem logo em companhia
Uns pequenos batéis, que vêm daquela
Que mais chegada à terra parecia,
Cortando o longo mar com larga vela.
A gente se alvoroça e, de alegria,
Não sabe mais que olhar a causa dela.
– «Que gente será esta? » (em si diziam)
«Que costumes, que Lei, que Rei teriam?»



Photo & Copyright Brett
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 45

domingo, setembro 12, 2010

PRAIA DA AUSTRALIA

Photobucket

Vasco da Gama, o forte Capitão,
Que a tamanhas empresas se oferece,
De soberbo e de altivo coração,
A quem Fortuna sempre favorece,
Pêra se aqui deter não vê razão,
Que inabitada a terra lhe parece.
Por diante passar determinava,
Mas não lhe sucedeu como cuidava.


Photo & Copyright Brent
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 44

sábado, setembro 11, 2010

O INFINITO EM AZUL

Photobucket

Tão brandamente os ventos os levavam
Como quem o Céu tinha por amigo;
Sereno o ar e os tempos se mostravam,
Sem nuvens, sem receio de perigo.
O promontório Prasso já passavam
Na costa de Etiópia, nome antigo,
Quando o mar, descobrindo, lhe mostrava
Novas ilhas, que em torno cerca e lava.


Photo & Copyright Brent
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 43

sexta-feira, setembro 10, 2010

HORIZONTAL VISUAL NO FINAL DE TARDE

Photobucket

Enquanto isto se passa na fermosa
Casa etérea do Olimpo omnipotente,
Cortava o mar a gente belicosa
Já lá da banda do Austro e do Oriente,
Entre a costa Etiópica e a famosa
Ilha de São Lourenço; e o Sol ardente
Queimava então os Deuses que Tifeu
Co temor grande em pexes converteu.


Photo & Copyright Bob
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 42

quinta-feira, setembro 09, 2010

SOMBRA SECA

Photobucket

Como isto disse, o Padre poderoso,
A cabeça inclinando, consentiu
No que disse Mavorte valeroso
E néctar sobre todos esparziu.
Pelo caminho Lácteo glorioso
Logo cada um dos Deuses se partiu,
Fazendo seus reais acatamentos,
Pera os determinados apousentos.


Photo & Copyright Ben
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 41

quarta-feira, setembro 08, 2010

PRAIA NO EGIPTO

Photobucket

E disse assi: – «Ó Padre, a cujo império
Tudo aquilo obedece que criaste:
Se esta gente que busca outro Hemisfério,
Cuja valia e obras tanto amaste,
Não queres que padeçam vitupério,
Como há já tanto tempo que ordenaste,
Não ouças mais, pois és juiz direito,
Razões de quem parece que é suspeito.


Photo & Copyright Agata
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 38

terça-feira, setembro 07, 2010

PESCA AO FINAL DO DIA

Photobucket

«E tu, Padre de grande fortaleza,
Da determinação que tens tomada
Não tornes por detrás, pois é fraqueza
Desistir-se da cousa começada.
Mercúrio, pois excede em ligeireza
Ao vento leve e à seta bem talhada,
Lhe vá mostrar a terra onde se informe
Da Índia, e onde a gente se reforme.»


Photo & Copyright Armagan
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 40

segunda-feira, setembro 06, 2010

A PAISAGEM DO DESCANSO

Photobucket

«Que, se aqui a razão se não mostrasse
Vencida do temor demasiado,
Bem fora que aqui Baco os sustentasse,
Pois que de Luso vêm, seu tão privado;
Mas esta tenção sua agora passe,
Porque enfim vem de estâmago danado;
Que nunca tirará alheia enveja
O bem que outrem merece e o Céu deseja.


Photo & Copyright Anonymus
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 39

domingo, setembro 05, 2010

MALIBU

Photobucket

A viseira do elmo de diamante
Alevantando um pouco, mui seguro,
Por dar seu parecer se pôs diante
De Júpiter, armado, forte e duro;
E dando ũa pancada penetrante
Co conto do bastão no sólio puro,
O Céu tremeu, e Apolo, de torvado,
Um pouco a luz perdeu, como enfiado;


Photo & Copyright Chandru
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 37

sábado, setembro 04, 2010

ÁGUAS TROPICAIS

Photobucket

Mas Marte, que da Deusa sustentava
Entre todos as partes em porfia,
Ou porque o amor antigo o obrigava,
Ou porque a gente forte o merecia,
De antre os Deuses em pé se levantava:
Merencório no gesto parecia;
O forte escudo, ao colo pendurado,
Deitando pera trás, medonho e irado;


Photo & Copyright Cengiz
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 36

sexta-feira, setembro 03, 2010

FINAL DO DIA NAS ILHAS SAMOA

Photobucket

Qual Austro fero ou Bóreas na espessura
De silvestre arvoredo abastecida,
Rompendo os ramos vão da mata escura
Com impeto e braveza desmedida,
Brama toda montanha, o som murmura,
Rompem-se as folhas, ferve a serra erguida:
Tal andava o tumulto, levantado
Entre os Deuses, no Olimpo consagrado.


Photo & Copyright Bradd
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 35

quinta-feira, setembro 02, 2010

ÁGUAS DO HAWAI

Photobucket

Estas causas moviam Citereia,
E mais, porque das Parcas claro entende
Que há-de ser celebrada a clara Deia
Onde a gente belígera se estende.
Assi que, um, pela infâmia que arreceia,
E o outro, pelas honras que pretende,
Debatem, e na perfia permanecem;
A qualquer seus amigos favorecem.


Photo & Copyright Benjamin
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 34

quarta-feira, setembro 01, 2010

ARCA DE NOÉ

Photobucket

Sustentava contra ele Vénus bela,
Afeiçoada à gente Lusitana
Por quantas qualidades via nela
Da antiga, tão amada, sua Romana;
Nos fortes corações, na grande estrela
Que mostraram na terra Tingitana,
E na língua, na qual quando imagina,
Com pouca corrupção crê que é a Latina.


Photo & Copyright Gravura da Biblia de Nuremberga 1570
Poema Luis de Camoes, Os Lusiadas, Canto I, 33

sábado, agosto 28, 2010

SOUTHAPTON SHOAL LIGHTHOUSE, CALIFORNIA

Photobucket

Southampton Shoal, a two-mile-long navigational hazard, lies along the eastern side of the shipping channel that runs between Berkeley on the east, and Angel Island and the Tiburon Peninsula on the west. When the Santa Fe Railroad commenced ferry service between Point Richmond and San Francisco around 1900, its ferries often passed dangerously close to the southeast portion of the shoal. The Lighthouse Board realized that vessel traffic to and from the Mare Island Shipyard and points farther inland would also benefit from a navigational aid on the shoal, and so a petition was soon sent to Congress requesting $30,000 for the project. The resulting Southampton Shoal Lighthouse was completed in 1905, adding another beacon to the string of lights that safely led mariners through San Francisco Bay.

Photo Text & Copyright www.Lighthousefriends.com

sexta-feira, agosto 27, 2010

SANTA BARBARA LIGHTHOUSE, CALIFORNIA

Photobucket

The site for the Santa Barbara Lighthouse was selected so that the light could serve the double purpose of a sea coast light and a harbor light. In early 1856, George Nagle of San Francisco arrived in Santa Barbara with his family to build the lighthouse on a mesa roughly two miles west of the harbor. Similar in design to most of the early west coast lighthouses, the Santa Barbara Lighthouse was of the Cape Cod style, with the tower projecting from the middle of the gabled roof.

Nagle, who received $8,000 for his work, used Indian labor and mostly local material to finish the lighthouse within the year. On December 1, 1856, a fixed red light was displayed from a fourth-order Fresnel lens.

The first keeper at the station was Albert Williams. After four years, he grew tired of the lighthouse routine and tried his had at farming nearby. When his replacement left in 1865, the position was again offered to Williams. He declined, but his wife Julia accepted. Since the station did not have a fog signal, Julia was able to maintain the light by herself, while raising three boys and two girls.

Photo Text & Copyright www.Lighthousefriends.com

quinta-feira, agosto 26, 2010

PUNTA GORDA LIGHTHOUSE, CALIFORNIA

Photobucket

A defining feature of the northern California coast is a large bulge that protrudes westward into the Pacific Ocean. Along this bulge are two points, separated by roughly eleven miles, which extend farther west than any other points along the Golden State's lengthy shoreline. The northernmost of these points is Cape Mendocino, and the southernmost is Punta Gorda, Spanish for substantial point.

As ships hugged the California coast traveling northward, it is understandable how several ran aground on Punta Gorda. Between 1899 and 1907, at least eight ships met their end in the area. The initial request for a lighthouse to mark Punta Gorda was made in 1888, but it wasn't until after a fog-induced collision between the SS Columbia and the San Pedro on July 21, 1908, which claimed 87 lives, that congress appropriated funds for the Punta Gorda Lighthouse.

Photo Text & Copyright www.Lighthousefriends.com

quarta-feira, agosto 25, 2010

POINT REYES LIGHTHOUSE, CALIFORNIA

Photobucket

Considered one of the foggiest and windiest stations in the U.S., Point Reyes inspired Lightkeeper E.G.


Photo Text & Copyright www.Lighthousefriends.com