
ANEMOS




















O CABO DO FIM DO MUNDO ONDE A TERRA SE ACABA E O MAR COMEÇA









































Agassiz refused to sell his property. He and other local landowners did not want a fog bell sounding "at their very doors." In 1886 a lighthouse was proposed along with the fog bell at Castle Hill.
Agassiz finally sold a portion of his land to the Government, but then refused to grant the Government the right to pass through his property to the lighthouse site. Castle Hill is steep and rocky, and landing by boat is difficult. In 1888 Agassiz finally granted the right-of-way and construction began the following year.





Sete meses depois, a garrafa foi achada por um garoto francês na costa da Bretanha. Achei aquilo sensacional! Pela ação das correntes marítimas, o minúsculo objeto atravessou o Atlântico e aproximou adolescentes de dois continentes, que não falavam o mesmo idioma. Isso numa época em que se navega nas ondas da internet com incrível rapidez...
Guardei a matéria e a reli inúmeras vezes pensando em escrever uma história sobre o tema. Na verdade, o que eu queria era refletir sobre a relação das pessoas com a tecnologia.
Penso que as máquinas existem para nos ajudar a viver melhor – ou, pelo menos, deveria ser essa sua função. Mas tem muita gente que se relaciona mais facilmente com o computador do que com a família...
Como não entendo nada de correntes marítimas, fui bater à porta de um oceanógrafo da Universidade de São Paulo (dr. Belmiro Mendes de Castro Filho, a quem agradeço no livro) e lhe perguntei de que ponto da costa brasileira minha personagem poderia jogar uma garrafa.
E até onde a garrafa chegaria. Ele me recebeu superbem e me deu uma aula sobre o assunto. Fiquei sabendo que o lugar ideal para o lançamento era o Nordeste – Ceará ou Rio Grande do Norte. E os destinos poderiam ser muitos: África, Golfo do México, Caribe, Nova Zelândia.
Quando o dr. Belmiro mencionou esse país, decidi que seria lá que a garrafa de Nara chegaria.
Escolhi jogá-la em Natal, porque conheço bem a cidade. É onde mora meu amigo Vavá (Valdemar Pedreira Filho, que inspirou o professor Valdir). Quanto à Nova Zelândia, estive lá fazendo uma reportagem para a revista Claudia em 1991 e me encantei com as belezas do país. Dr. Belmiro calculou o tempo que a garrafa demoraria para fazer o percurso: três anos. Era perfeito para o efeito que eu pretendia: entre 12 e 15 anos, uma garota muda muito!
Foi uma curtição escrever Uma garrafa no mar e, mais ainda, vê-lo ilustrado por Maurício Negro, que eu não conhecia.
Aproveitando fotos e mapas que eu lhe dei, ele fez várias colagens e criou ilustrações lindas!
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Texto Brasileiro
Isabel Vieira
Fotografia Paul
