quarta-feira, fevereiro 09, 2005

A ONDA



A onda anda lá pelo mar fora
Não sei aonde anda agora
Não sei mas vou perguntar
A uma onda que passar

A onda encontrou uma gaivota
Que lhe quis seguir a rota
Deu uma grande cambalhota
Mas a gaivota voou
A onda chorou, chorou

A onda está zangada com o atum
Que furou a onda...pum
E a onda já não nada
E não lhe serviu de nada
Ser onda tão viajada

A onda
Encontrou uma baleia
Estava escondida na areia

A ondaEncontrou um tubarão
E pregou-lhe um encontrão
Que levou o tubarão
A caminho do Japão
Foi lá ver o seu irmão

Vai a baleia na onda
Vai na onda o tubarão
Vai a pedra que é redonda
Vai também o matacão

Vai o camarão
Vai o mexilhão
E vai a sardinha
Arrastados na maré
Vai o caranguejo
E vai a santola
Vai o que eu não vejo
Vai rola que rola
Vai tudo fora de pé

A onda
Que era ainda pequenina
Fez-se onda grande na China

A China
Estava cheia de Chineses
A Inglaterra com Ingleses
A França com Franceses
Portugal com Portugueses
Vejam lá vocemeceses

A onda
Andava roda ondulada
Sem permanente nem nada

A onda
Encontrou o namorado
Que também estava ondulado
Lá foram de pingo dado
Lá no mar todo molhado
Que também estava ondulado

A onda
Leva tudo quanto quer
Leva homem ou mulher

A onda
Encontrou uma gaivota
Viu-lhe a meia toda rota
Por isso mudou de rota
É uma onda com batota

A onda
Leva uma alga marinha
Que roubou a outra ondinha

A onda
A nadar não se alterou
Nadou p'ra terra e nadou
Nadou para o alto mar
Sempre a nadar a nadar

A onda
Anda no mar alterado
Só lá pode andar a nado

Olha a onda que é redonda
Olha a terra que é quadrada
Foi p'ra rimar com a onda
Que eu dei esta calinada

A alga
Que a onda grande roubou
Verdinha da cor do mar
Anda a chorar coitadinha
Com saudades da ondinha

A onda
Encontrou uma sereia
Sentada numa baleia

A onda
Que conheci a baleia
Não tinha visto a sereia
Mas tinha uma vaga ideia
De a ter visto ao pé d'areia

A onda
Estava deitada na areia
A olhar p'ra lua cheia

A onda
Estava-lhe a pular o pé
P'ra vir atrás da maré
Apanhou um burrié
Deitou-lhe fora o boné
Tão má qu'esta onda é
...
...
Amália Rodrigues
Fotografia Anónimo

domingo, fevereiro 06, 2005

AZORES





Todo o Lobo do Mar que se preze, já teve que rumar aos Azores...
Não é fácil!
Depois da maravilhosa viagem pelo Oceano Atlântico e já arribando aos Azores um espectáculo único... A observação de baleias e golfinhos!
Depois o óbvio e já em terra... O internacional Gin Tónico do Peter's!
Não esquecer de oferecer o cresto ou a bandeira da embarcação para a imensa colecção do Café Sport!
Aqui fica uma sugestão para os amantes do mar!


FISHING



...
...
Fotografia Anónimo

sábado, fevereiro 05, 2005

AO PASSAR UM NAVIO



Todas as vozes
de todos os mundos
devem cantar
para sempre assim

e cedo passa a hora
e o sonho que tarda
e essa voz que chora
é só porque sabe...

que ao passar um navio
fica o mar sempre igual
ao passar uma vida
fica o sonho sempre igual

todas as vezes
em todos os mundos
devia amar-te
para sempre assim

e loge vai a hora
e o sonho que tarda
e essa voz que chora
é só porque sabe...

que ao passar um navio
fica o mar sempre igual
ao passar uma vida
fica o sonho sempre igual

vou passar um navio
ver o mar sempre igual
vou gastando uma vida
que o meu sonho é sempre igual!
...
...
Delfins
Fotografia Anónimo

NAVEGANDO



...
...
Fotografia Anónimo

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

A SENTINELA DE DIA E DE NOITE


...
...
Fotografia Anónimo

terça-feira, fevereiro 01, 2005

VELEIRO


...
...
Fotografia Anónimo

terça-feira, janeiro 25, 2005

SEMPRE A BORDO


...
...
Fotografia Anónimo

segunda-feira, janeiro 24, 2005

MAR



Vou sobre o Oceano (o luar, de doce, enleva!)
Por este mar de Glória, em plena paz.
Terra da Pátria somem-se na treva,
Águas de Portugal ficam, atrás.

Onde vou eu? Meu fado onde me leva?
António, onde vais tu, doido rapaz? Não sei.
Mas o Vapor, quando se eleva,
Lembra o meu coração, na ânsia em que jaz


Ó Lusitânia que te vais à vela!
Adeus! que eu parto (rezarei por ela)
Na minha Nau Catrineta, adeus!
Paquete, meu Paquete, anda ligeiro,
Sobe depressa à gávea, Marinheiro,
E grita, França! pelo amor de Deus!
...

...
Antonio Nobre, in Só



domingo, janeiro 23, 2005

FAROL DE ALEXANDRIA



Das Sete Maravilhas da Antigüidade, somente uma tinha um uso prático além de sua arquitetura elegante: O Farol de Alexandria. Para os navegantes, ele assegurava um retorno seguro para o Grande Porto.

Para os arquitetos, ele significava algo mais: era a mais alta construção da Terra. E para os cientistas, era um misterioso espelho que fascinava-os mais... O espelho cuja reflexão podia ser visto mais de 50 km de distância.

Pouco depois da morte de Alexandre o Grande, seu comandante Ptolomeu Soter assumiu o poder no Egito. Ele testemunhou a fundação de Alexandria, e estabeleceu sua capital lá. Fora da costa da cidade, fica uma pequena ilha: Faros.

Seu nome, diz a lenda, é uma variação de Ilha do Faraó. A ilha era ligada com o continente através de uma represa – a Heptaestação – que dava à cidade um porto duplo. E por causa das condições perigosas de navegação e da costa pantanosa na região, a construção de um farol era necessária.

O projeto foi imaginado e iniciado por Ptolomeu Soter, mas foi completado após a sua morte, durante o reinado de seu filho Ptolomeu Filadelfus. Foi desenhado pelo arquiteto grego Sóstrato. O monumento era dedicado aos deuses Salvadores: Ptolomeu Soter e sua esposa Berenice.
Por séculos, o Farol de Alexandria foi usado para marcar o porto, advertindo os navegantes da presença dos recifes, usando fogo a noite e refletindo os raios solares durante o dia.

Foi inaugurado em 270 a.C. Era sempre mostrado nas moedas gregas e romanas, assim como os monumentos famosos são retratadas nas atuais. Tornou-se tão famoso que faros passou a significar farol.

Na Idade Média, quando os árabes conquistaram o Egito, eles admiraram Alexandria e sua riqueza. Mas os novos governantes transferiram sua capital para o Cairo desde que eles não tinham interesses com o Mar Mediterrâneo.
Transformaram o farol de Alexandria numa pequena mesquita. Quando o espelho quebrou-se, eles não colocaram nenhum outro no lugar.

Em 956 d.C., um terremoto atingiu Alexandria e causou alguns estragos no Farol. Mais tarde em 1303 d.C. e em 1323 dois terremotos mais fortes deixaram uma impressão significante na estrutura. Quando o famoso viajante árabe Ibn Battuta visitou Alexandria em 1349, ele não pode entrar nas ruínas do templo ou mesmo escalar até a sua porta de entrada.

O capítulo final da história do Farol veio em 1480 d.C. quando o sultão mameluco Quaitbei decidiu fortificar a defesa de Alexandria. Ele construiu um forte medieval no mesmo local onde o Farol ficava, usando as rochas e o mármore utilizado no Farol.

Apesar da fama, o farol de Alexandria só passou a integrar a relação das Sete Maravilhas do Mundo no século VI da era cristã, pois nas relações anteriores citavam em seu lugar as muralhas da Babilônia.

Das seis Maravilhas sumidas, o Farol foi o último a desaparecer. Por isso nós temos conhecimento exato de sua localização e aparência. Avaliações antigas tais como as de Strabo e Pliny, o Velho dão-nos uma breve descrição da "torre" e do revestimento de mármore branco.

Eles conta-nos como o misterioso espelho podia refletir a luz a dezenas de quilômetros de distância. A lenda diz que o espelho também era usado para detectar e queimar navios inimigoss antes deles conseguirem alcançar a costa.

Em 1166, um viajante árabe, Abou-Haggag Al-Andaloussi visitou o Farol. Ele documentou com riquezas de informações e deu-nos uma precisa descrição da estrutura pelo qual ajudou os arqueologistas a reconstruírem o monumento. Erguia-se de uma plataforma de pedra, composta de 3 estágios: o quadrado mais inferior tinha 60 m de altura com um núcleo cilíndrico, o do meio era oitavada com os lados medindo 18 m e uma altura de 28 m; e o terceiro era circular com 7 m de altura.

O altura total do prédio, incluindo a fundação da base, era de 117 m, equivalente a um atual edifício de 40 andares. No alto, ardia uma fogueira de lenha ou carvão. O núcleo interno era usado como uma haste para suspender o combustível para o fogo. No estágio superior, o espelho refletia a luz solar durante o dia, enquanto que o fogo era usado à noite. Uma larga rampa em espiral conduzia à parte mais alta da construção. Nos tempos antigos, uma estátua de Poseidon enfeitava o topo do prédio.
...
...
Sandro Juliano

sábado, janeiro 22, 2005

DEAUVILLE - FRANCE



Située sur la côte fleurie, Deauville vous séduira avec son architecture ses manifestations et ses activités.
Grâce à son histoire elle fait partie de la route touristique des ducs de Normandie. C'est une ville mythique, réputée pour ses fêtes et manifestations. En effet Deauville aime à se faire connaître et pour cela divers festivals y sont organisés tout au long de l'année. C'est dans un cadre prestigieux que vous pourrez y assister, que vous soyez un curieux ou un incollable.
...
...
Fotografia Anónimo

terça-feira, janeiro 18, 2005

URSO



...
...
Fotografia Anónimo

segunda-feira, janeiro 17, 2005

A VIDA DO PESCADOR



...
...
Fotografia Sinan

quarta-feira, janeiro 12, 2005

BAIXA MAR


...
...
Foto Frank

domingo, janeiro 09, 2005

FÁBRICAS FLUTUANTES



A competitividade a tudo obriga...
Nada mais fácil que colocar em enormes monstros flutuantes linhas de montagem finais para aproveitar o tempo de transporte. Aplica-se ao sector automóvel por exemplo para além da armazenagem, efectua-se acabamentos em sofisticadas linhas de montagem, essencialmente das fábricas do oriente para o ocidente.
...
...
Foto Andrea

sábado, janeiro 08, 2005

MONSTROS DE FERRO



São monstros de ferro como este que rasgam as águas dos grandes portos, para colorirem a vida de muitos estivadores.
Uma correria tremenda numa área não muito grande...
Descarrega a mercadoria, com sorte volta a carregar para virar a agulha para outro porto no lado de lá do globo, abastecimento de combustível para a viagem, géneros alimentares, bebidas, enfim todo um mundo a girar em redor destes gigantes de ferro cuja tripulação variável e multinacional está por alí hoje amanhã não se sabe...
Muitos asiáticos que não entendem muito bem o discurso do imediato ou do chefe de máquinas, com costumes alimentares diferentes... Bem diferentes!
A bordo tudo é diferente, até os dias!
...
...
Foto Jackes

sexta-feira, janeiro 07, 2005

LIGHTHOUSE



...
...
Foto Anónimo

quarta-feira, janeiro 05, 2005

A CALMA E O SOSSEGO DAS PROFUNDEZAS



Apesar de ser um meio diferente do nosso habitat, o submundo marinho revela-se todavia tabú. As oscilações constantes da flora marinha como que de uma dança se tratasse, oferece sossego e sobretudo relax. O efeito de lente observado nas águas e a reduzida visibilidade existente em alguns locais, traiem os incautos os menos experientes quando algo de repente se apresenta pela frente, talvez um peixe de dimensões um pouco superiores ao normal que por ali mesmo decidiu passar, provocando em nós uma descarga de adrenalina não programada.
Mas para os amantes destas vidas, é isso mesmo, é assim!
...
...
Foto Anónimo

terça-feira, janeiro 04, 2005

JUNTO DA PLATAFORMA



As plataformas Off Shore são severamente castigadas pela força do mar. Mais castigados são os navios de apoio a estas plataformas ou mesmo os petroleiros que por alí vão abastecer-se de crude para depois virar a agulha para um rumo qualquer, para dar início à comercialização do produto num processo de trading, ao largo, funcionando como armazem flutuante, esperando as melhores cotações do barril, no mercado da bolsa internacional.
...
...
Foto Anónimo


domingo, dezembro 26, 2004

VAGA ALTA



É preciso gostar muito do mar para se fazer vida nele e com ele.
Não é fácil...
Em minutos muda-se das pequenas oscilações que nos embalam para uma terrivel paisagem de vagas altas que não se sabe muito bem de onde vêm.
E se à noite a tempestade avança e nós alí mesmo naquela casca de noz por muito grande que seja a tentar manter-nos à tona de água, com as vagas lá mesmo no alto num patamar superior ao nosso?!
Quem nos acode?
É apenas e só uma questão de confiança na casca de noz e rezar...
Rezar para que a tormenta termine bem depressa.
Amanhã logo se verá !
É outro dia, outro mar, outros ventos ditarão a nossa sorte!
Esperemos que neptuno acorde bem disposto e não nos preste muita atenção.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

domingo, dezembro 19, 2004

MAY DAY



Foto Anónimo

quinta-feira, dezembro 16, 2004

quarta-feira, dezembro 08, 2004

sábado, dezembro 04, 2004

quinta-feira, dezembro 02, 2004

quarta-feira, dezembro 01, 2004

terça-feira, novembro 30, 2004

domingo, novembro 28, 2004

CABO ESPICHEL



Coordenadas do ponto central
Longitude W 9 ° 11 ' 44 ''
Latitude N 38 ° 25 ' 10 ''
Área 3415,78 ha


Altitude
Mínima -20 m
Máxima 175 m
Média 100 m


sexta-feira, novembro 26, 2004

quinta-feira, novembro 25, 2004

quarta-feira, novembro 24, 2004

ALTO MAR




FORTE DE COPACABANA



Em 1908, durante o governo do Presidente Afonso Pena, foi lançada a pedra fundamental do que hoje conhecemos como Forte de Copacabana.
Para a construção deste Forte, foi demolida a Igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana, que deu origem ao nome do bairro.A construção durou 6 anos (1908-1914) e foi ocupada por seis Baterias de Artilharia.
O fato mais marcante da história do Forte foi o Movimento Tenentista, ocorrido em 1922. Liderados pelos tenentes Antonio de Siqueira Campos e Eduardo Gomes, um grupo de jovens militares rebelou-se contra a República Velha.
O episódio deu início à revolução dos Tenentes - ou Tenentista que estendeu-se até 1929 em várias partes do Brasil. Desde 1986, o Forte passou a ser sede do Museu Histórico do Exército. Aos domingos e feriados o museu abre seus portões para passeio ciclístico.
O museu atende aos estudantes, pesquisadores e estagiários, nas áreas de museologia, história e restauração.

domingo, novembro 21, 2004

WAVES



Foto: Rui Cóias

quarta-feira, novembro 17, 2004

quarta-feira, novembro 10, 2004

terça-feira, novembro 09, 2004

O CÉU AINDA MAIS AZUL



Foto Manuela Morgado

domingo, novembro 07, 2004

O QUE O MAR NOS DÁ



Se eu tivesse de comer uma coisa até morrer -
ou se pudesse até - seria marisco.
Só marisco. Marisco cozido em água do mar.
Tenho em mim a ideia romântica que mesmo
depois da invenção do fogo,
mas antes da descoberta sequer do sal.....
já se podia comer um lavagantezinho..
É porque a nossa origem atlântica, remota e autêntica,
colide com a nossa direcção mediterrânea,
recente e criativa.
A simplicidade da água, do sal e do fogo foi sendo
progressivamente ultrapassada pela complexidade
imposta pelas culturas temperadas,
em todos os sentidos,
que nos dominam.
É nos mariscos, benditos, que a nostalgia real desses tempos agrestes,
de mares batidos e tempestades, antes de Romanos e Árabes nos ensinarem a cozinhar, pode ainda hoje encontrar uma satisfação multimilenar.
É no camarão cozido em água do mar, num barco ou na praia - que não precisa de mais nada - que os Portugueses se podem reencontrar com a natureza distante que os originou.
O homem teve de descobrir o fogo para começar a alambazar-se...
Miguel Esteves Cardoso
"Explicações de Português"

quinta-feira, outubro 28, 2004

TODO AZUL DO MAR




Foi assim como ver o mar
a primeira vez que meus olhos
se viram no seu olhar


Não tive a intenção
de me apaixonar
Mera distração e já era
momento de se gostar

Quando eu dei por mim
nem tentei fugir
do visgo que me prendeu
dentro do seu olhar

Quando eu mergulhei
no azul do mar
sabia que era amor
e vinha pra ficar

Daria pra pintar
todo o azul do céu
Dava pra encher o universo
da vida que eu quis pra mim

Tudo o que eu fiz
foi me confessar
escravo do seu Amor
livre para amar

Quando eu mergulhei
fundo nesse olhar
fui dono do mar azul
de todo o azul do mar...


Flávio Venturini / Ronaldo Bastos

UM ESPELHO

quarta-feira, outubro 27, 2004

terça-feira, outubro 19, 2004

quarta-feira, outubro 13, 2004

domingo, outubro 10, 2004

quinta-feira, outubro 07, 2004

A PESCA



FOTO PAULO ALMEIDA "A PESCA"

quarta-feira, outubro 06, 2004

terça-feira, outubro 05, 2004

BARCA BELA



Pescador da barca bela,
Onde vais pescar com ela,
Que é tão bela,
Ó pescador?

Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Ó pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela...
Mas cautela,
Ó pescador!

Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Ó pescador!

Pescador da barca bela,
Inda é tempo,
foge dela,
Foge dela,
Ó pescador!

Almeida Garrett