quinta-feira, julho 01, 2004

domingo, junho 27, 2004

O MAR




É em ti, nos momentos desagradáveis
Onde afogo minhas mágoas,
Onde deposito minhas lágrimas,
Onde guardo segredos invejáveis.

És tu, aquele amigo disponível
Para ouvir os meus desabafos...
Ditas os teus experientes conselhos
No silencio do teu ondular incrivel.

Na tua enorme profundeza
Se esconde os mais belos mistérios
De toda a Natureza.

Navegar nos teus vastos impérios
Todo o meu corpo agoniza
E torna-se num desejo sem critérios

...

...

Felipe

sexta-feira, junho 25, 2004

TEMPESTADES ...

Estarmos preparados para enfrentar os desafios da vida, é a mesma coisa que superarmos as tempestades que se avistam à frente de um navio...

quarta-feira, junho 23, 2004

terça-feira, junho 22, 2004

domingo, junho 20, 2004

ODIO EL MAR




Odio el mar, sólo hermoso cuando gime
Del barco domador bajo la hendente
Quilla, y como fantástico demonio,
De un manto negro colosal tapado,
Encórvase a los vientos de la noche
Ante el sublime vencedor que pasa:—
Y a la luz de los astros, encerrada
En globos de cristales, sobre el puente
Vuelve un hombre impasible la hoja a un libro.—

Odio el mar: vasto y llano, igual y frío
No cual la selva hojosa echa sus ramas
Como sus brazos, a apretar al triste
Que herido viene de los hombres duros
Y del bien de la vida desconfía;
No cual honrado luchador, en suelo
Firme y pecho seguro, al hombre aguarda
Sino en traidora arena y movediza,
Cual serpiente letal. —También los mares,
El sol también, también Naturaleza
Para mover al hombre a las virtudes,
Franca ha de ser, y ha de vivir honrada.
Sin palmeras, sin flores, me parece
Siempre una tenebrosa alma desierta.

Que yo voy muerto, es claro: a nadie importa
Y ni siquiera a mí: pero por bella,
Ígnea, varia, inmortal, amo la vida.

Lo que me duele no es vivir: me duele
Vivir sin hacer bien. Mis penas amo,
Mis penas, mis escudos de nobleza.
No a la próvida vida haré culpable
De mi propio infortunio, ni el ajeno
Goce envenenaré con mis dolores.
Buena es la tierra, la existencia es santa.
Y en el mismo dolor, razones nuevas
Se hallan para vivir, y goce sumo,
Claro como una aurora y penetrante.
Mueran de un tiempo y de una vez los necios
Que porque el llanto de sus ojos surge
Más grande y más hermoso que los mares.

Odio el mar, muerto enorme, triste muerto
De torpes y glotonas criaturas
Odiosas habitado: se parecen
A los ojos del pez que de harto expira
Los del gañán de amor que en brazos tiembla
De la horrible mujer libidinosa:—
Vilo, y lo dije: —algunos son cobardes,
Y lo que ven y lo que sienten callan:
Yo no: si hallo un infame al paso mío,
Dígole en lengua clara: ahí va un infame,
Y no, como hace el mar, escondo el pecho.
Ni mi sagrado verso nimio guardo
Para tejer rosarios a las damas
Y máscaras de honor a los ladrones:
Odio el mar, que sin cólera soporta
Sobre su lomo complaciente, el buque
Que entre música y flor trae a un tirano.
...

...

José Martí

sexta-feira, junho 18, 2004

quinta-feira, junho 17, 2004

MAR AZUL

Que calma que serenidade...
É de meter inveja a qualquer mortal.
Já não sabemos viver sem stress e quando não está presente estranhamos.
Será que conseguiríamos viver neste mundo onde todos os movimentos mais parecem uma dança de um qualquer ritual que uma deslocação natural e progressiva?


quarta-feira, junho 16, 2004

PRESTIGE

Lamentávelmente um nome a não esquecer ...


quinta-feira, junho 10, 2004

sábado, junho 05, 2004

A BORDO DO NTM CREOULA - TEAM CEPSA

O team Cepsa a bordo do NTM Creoula em 9 e 10 de Maio de 1998.
Armando Cosme, Luis Vidal, José Ramirez, António Barbosa e Rui Peixoto.

segunda-feira, maio 31, 2004

A BORDO DO NTM CREOULA - FAINA




O "Creoula" é um lugre de quatro mastros. Construído no início de 1937 nos estaleiros da CUF para a Parceria Geral das Pescarias, o navio foi lançado à água no dia 10 de Maio e efectuou ainda nesse ano a sua primeira campanha de pesca. Um número a reter é o facto de o navio ter sido construído no tempo recorde de 62 dias úteis.

As obras-vivas a vante, com particular destaque para a roda da proa, teveram construção reforçada uma vez que o navio iria navegar nos mares gelados da Terra Nova e Gronelândia.

Até à sua última campanha em 1973, o navio possuía mastaréus, retrancas e caranguejas em madeira. O gurupés, conhecido como "pau da bujarrona", que também era em madeira, deixou de existir em 1959, passando o navio a dispor apenas de duas velas de proa: giba e polaca. As velas que agora são em dacron, material sintético mais leve e mais resistente, eram na altura feitas de lona de algodão, possuindo o navio duas andainas de pano, que eram manufacturadas pelos próprios marinheiros de bordo. Cada andaina era composta por: giba, bujarrona, polaca, traquete, contra-traquete, grande e mezena, mais três estênsulas como gavetopes de entremastros, e um pendão redondo de içar no mastro do traquete. Além deste pano havia dois triângulos de tempo para envergar no mastro da mezena. O pano latino era feito com lona de algodão nº 2, o velacho (redondo) com lona de algodão nº 4 e as extênsulas com algodão nº 7, o mais resistente. As tralhas das velas eram em cabo de manila. Quanto ao aparelho fixo, esse sempre foi em aço, mas o de laborar era outrora em sizal.

O espaço que medeia hoje entre a zona da cobertura de vante (coberta das praças) e a casa da máquina, era na época o porão do peixe e em cujos duplos fundos se fazia a aguada do navio. O navio estava assim dividido em três grandes secções por duas anteparas estanques que delimitavam, a vante e a ré, o porão do peixe. A vante do porão ficavam os alojamentos dos pescadores, o paiol de mantimentos e as câmaras frigoríficas para o isco; a ré, os alojamentos dos oficiais, a casa da máquina, os tanques do combustível, o paiol do pano e aprestos de pesca. tinha ainda nos delgados de vante e de ré vários piques utilizados como reserva de aguada, armazenamento de óleo de fígado, carvão de pedra para o fogão e óleos lubrificantes.

Todo o interior do navio era revestido a madeira de boa qualidade e o porão calafetado para evitar o contacto da moura com o ferro.

O mastro de vante (traquete) servia de chaminé à caldeira e ao fogão de carvão, fogão este que se encontra hoje no museu marítimo de Ílhavo.
O seu casco, pintado de branco, permitia uma melhor percepção no nevoeiro, facilitando assim uma melhor orientação dos pescadores a bordo dos dóris.

Numa viagem de pesca normal , o Creoula navegava com 54 pescadores, 10 moços de convés, 2 cozinheiros, 3 oficiais de máquinas, 2 oficiais de ponte e capitão. Nos 54 pescadores estavam incluídos 9 marinheiros e um contramestre que acumulavam as suas funções com as da pesca.

O facto de este navio ser gémeo do Argus e do Santa Maria Manuela permitia a permuta de sobressalentes durante a campanha.

domingo, maio 30, 2004

A BORDO DO NTM CREOULA - CARACTERISTICAS



Armação em lugre
de quatro mastros

Área Vélica 1.244 m2

Deslocamento leve 894 Ton

Deslocamento máximo 1.300 Ton

Comprimento de fora a fora 67,4 m

Boca 9,9 m

Calado 4,7 m

Altura dos mastros 37 m

Potência 500 Cv

Velocidade máxima 8 nós

Lotação 6 Oficiais

6 Sargentos

27 Praças

Capacidade de embarque 51 Instruendos

1 Director de treino

sexta-feira, maio 28, 2004

CABO DE S. VICENTE

A longa diacronia do estabelecimento humano é documentável no antigo convento do cabo de S. Vicente (hoje incorporando um moderno farol, sucedâneo de outro, erguido no século XVI). Na origem foi o Convento do Corvo - de monges franciscanos -, fundado por D. Dinis, ao que se presume no lugar onde outrora se ergueu a Igreja do Corvo. Possuía uma estrutura de acolhimento dos peregrinos. A fortaleza foi erguida em 1508 a mando do Bispo de Silves, sofrendo importante campanha de remodelação nos inícios do século XVII. Já em 1904 as estruturas que se mantinham de pé, depois de um longo período de abandono, foram reconvertidas em estação naval.

quinta-feira, maio 27, 2004

segunda-feira, maio 24, 2004

NO FUNDO DO MAR



Quando te encontrares no fundo do mar
a recolher os cacos do teu coração
não te esqueças
que o amor ainda flutua a superfície
do mar
...
e a dor ?
-Isso é o que trazes na tua bagagem
Como estilhaços que flutuam no ar
e te atingem, assim . . .


...
...

sábado, maio 22, 2004

LOCALIZAÇÃO DA ILHA DA BERLENGA

A ilha da Berlenga localiza-se nas coordenadas 39º 24' N, 9º 30' W, a 5,4 para WNW do Cabo Carvoeiro;com uma área aproximadamente de 79 hectares,não contando com os ilhéus e recifes envolventes, os quais têm aproximadamente 3,6 hectares, é a maior ilha do arquipélago.

Dista cerca de sete milhas do porto de peniche, tem um comprimento e largura máximos de 1500 e 800 mts respectivamente, um perímetro de 4000 m e 88 m de altura no ponto mais alto; a sua forma lembra vagamente um oito (8) (Daveau 1883), com o seu eixo maior orientado no sentido NE-SW.

Os Farilhões situam-se nas coordenadas 39º 25' N, e 9º 32' W.